Campinas e os dilemas da mobilidade na cidade | Blog da Quicko

A interiorana Campinas e os dilemas da mobilidade urbana

O progresso é sempre bem-vindo, embora não seja simples deixar de ser uma província para se tornar um polo industrial e a 11ª economia do país. Algumas problemáticas urbanas são inevitáveis, como vivencia Campinas, que já foi uma tranquila cidade interiorana e conhecida como a “terra das andorinhas” pela presença marcante desses pássaros nas praças ao entardecer. Os bandos de andorinhas se foram e deram lugar a arranha-céus e ruas com trânsito intenso e caótico. Hoje o município é o terceiro mais populoso do Estado de São Paulo, atrás apenas da capital e de Guarulhos. Mas apesar de não figurar entre as maiores metrópoles brasileiras, a cidade sabe pensar grande quando se trata de buscar soluções em mobilidade!

Fundada em 1774, com raízes em uma vila rural de Jundiaí, e atualmente com 1,2 milhão de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade, que fica a pouco mais de 90 quilômetros de distância da capital paulista, possui o terceiro maior parque industrial do Brasil. Seu PIB é superior ao de capitais como Recife, Goiânia, Belém e Florianópolis.

O município onde nasceu o compositor Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani, também é referência em educação e desenvolvimento tecnológico. Sedia a Unicamp, uma das universidades mais conceituadas na área de pesquisa e responsável por 15% da produção de artigos científicos no país. Abriga ainda com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que desenvolve estudos com materiais avançados e nanotecnologia. E pela presença de empresas como IBM, Dell, Lenovo e HP, a cidade também é considerada o Vale do Silício brasileiro.

Escala espacial

Os desafios de mobilidade de Campinas são equivalentes à magnitude desse município com ares de metrópole, com tráfego congestionado e necessidades de melhorias na infraestrutura viária e no transporte público. A cidade, que utilizou bondes até a década de 1960, possui hoje uma frota de 864 mil veículos motorizados, sendo 5 mil ônibus. O sistema de coletivos urbanos tem cerca de 200 linhas e é gerenciado pela EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).

O transporte público municipal, aliás, foi responsável por um recorde espantoso em 2017. Somente no mês de junho daquele ano, os ônibus municipais rodaram 8.148.969 quilômetros pela cidade. Uma distância suficiente para fazer 10 viagens à lua!

O município também possui rede ferroviária que faz conexão com o porto de Santos e um dos maiores entroncamentos rodoviários do país. Pela cidade passam as rodovias Anhanguera, dos Bandeirantes, Dom Pedro I e Santos Dumont. Outro modal estratégico é o aéreo. O Aeroporto Internacional de Viracopos, que fica a 17 quilômetros do centro, é um dos mais importantes para o transporte de cargas no Brasil, e faz interligações com diversos destinos nacionais e internacionais.

A estrutura cicloviária de Campinas, no entanto, ainda é pequena para o tamanho da cidade. As primeiras ciclovias começaram a surgir em 2006 e atualmente a rede dispõe de 46 quilômetros de extensão para as bikes. Há novos trechos em construção, e o objetivo é atingir a marca de 180 quilômetros, com rotas articuladas com outros eixos de transporte.

Para melhorar a mobilidade, o município também está implantando o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que será integrado às linhas convencionais de ônibus. Quando estiverem em operação, os veículos articulados circularão em faixas exclusivas, e a tarifa será paga pelos usuários antes de embarcar.

Meios não motorizados e redução do número de carros

Outro passo importante de Campinas para aperfeiçoar o fluxo viário e a circulação de modais pela cidade foi o lançamento, em 2019, do Plano de Mobilidade Urbana. O programa prioriza o transporte coletivo, em detrimento do individual, e o uso de meios de locomoção não motorizados, estimulando deslocamentos por bicicleta ou a pé.

Com base em conceitos de mobilidade sustentada adotados em países desenvolvidos, o plano estabelece ações para um período de dez anos. Assim Campinas pretende reduzir o número de carros nas vias e tornar o trânsito da cidade mais fluído.

E o app da Quicko, lançado neste ano no município, chega bem na hora em que os campineiros precisam repensar sua mobilidade. O aplicativo indica trajetos que podem ser combinados pelos usuários com os modais disponíveis, como ônibus, táxis e carros de aplicativo, e aponta as melhores rotas. E também avisa sobre eventuais problemas de percurso. Tudo para garantir um ir e vir mais econômico e, sobretudo, mais rápido. Agilidade que lembra as lépidas andorinhas, que tomavam conta dos céus da cidade no passado e são sua marca registrada!

Imagem: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas


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