Curitiba e os grandes avanços na mobilidade | Blog da Quicko

Curitiba, a cidade que tem a mobilidade no DNA

Nas últimas décadas, a capital do Paraná se tornou referência de cidade planejada e modelo de mobilidade e desenvolvimento sustentável para o país e o exterior. Esse feito é resultado de um longo processo de estudos estratégicos e planejamento urbano integrado. E nenhum município colocou isso tão bem em prática quanto Curitiba!

A cidade, com 2 milhões de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi marcada por uma série de inovações na área de mobilidade urbana desde os anos 70, que fizeram dela um destaque no incentivo ao transporte público e uso da bicicleta como meio de locomoção. Com menos carros em circulação, a cidade passou a ter um tráfego de veículos mais ordenado e ganhou espaços verdes de lazer – os curitibanos estão arrasando quando o assunto é qualidade de vida e sustentabilidade!

Primeiro expressos

A implantação dos ônibus expressos, que marcaram a mobilidade curitibana, aconteceu em 1974. O programa definiu os eixos para a movimentação urbana e o atendimento de um grande número de pessoas, numa época em que a capital começava um acelerado processo de crescimento. E muitos creditam o desenvolvimento da cidade a esse processo!

Em 1974, a rede com os 20 primeiros coletivos tinha infraestrutura diferenciada, com pista e cobertura exclusivas, bancas de revista e cabines telefônicas. Foi o primeiro passo para viabilizar o sistema BRT (Bus Rapid Transit), que adota ônibus rápidos e de alta capacidade! Na sequência, entraram em operação os primeiros veículos articulados, com capacidade 80% superior, seguidos dos biarticulados na década de 1980, com 25 metros de comprimento e capacidade para transportar até 270 passageiros.

Metrô sobre rodas

Outras revoluções vieram logo depois: Curitiba se tornou a primeira cidade brasileira a usar ônibus com porta no meio da carroceria, facilitando embarques rápidos, e também foram criados os terminais fechados e as roletas de acesso. Já a partir dos anos 90, surgiram as chamadas “estações tubo” – um dos ícones do urbanismo de Curitiba – e o sistema Linha Direta, com os “Ligeirinhos” e paradas a cada três quilômetros. Assim foi lançada a ideia do “metrô de superfície”. Apesar de todos esses projetos, o metrô da cidade nunca foi implantado, em parte porque o transporte urbano funciona bem sem ele.

Com as estações fechadas, também foi possível adotar a passagem única. Com ela, os usuários podem trocar de linha nos terminais sem pagar por outro embarque. Hoje o sistema conta com 342 estações tubo e 30 terminais para o atendimento de 250 linhas. No período anterior à pandemia eram transportados diariamente cerca de 750 mil passageiros!

Reconhecimento

O sistema BRT foi eleito um dos 50 projetos mais influentes do mundo pelo Project Management Institute, organização global que reúne técnicos de gerenciamento de projetos de 185 países. O sistema de ônibus rápidos curitibano aparece em 33º lugar no ranking, ao lado de iniciativas emblemáticas como a criação da internet e o Projeto Genoma.

Uma das razões dessa escolha é pelo fato da inovação introduzida em Curitiba ter influenciado mais de 200 outras cidades, que adotaram a mesma lógica de mobilidade. Entre elas estão as capitais da Coreia do Sul, México e Colômbia.

Bicicletas

Andar de bike também é tradição em Curitiba! Elas tiveram seu uso estimulado, assim como a prática de fazer caminhadas a pé, naquele processo de planejamento da mobilidade urbana. Um dos primeiros relatos do uso de bicicletas no país foi na própria capital paranaense, que tinha um clube de ciclistas formado por imigrantes alemães em 1895.

Hoje o município conta com cerca de 300 quilômetros de ciclovias, a maioria em calçadas compartilhadas com pedestres. O modal é muito utilizado para passeios cicloturísticos por parques, bosques e espaços culturais. Entre os roteiros preferidos estão o Jardim Botânico, os parques Barigui e Tanguá e a Torre Panorâmica.

A empresa que disponibilizava o serviço de compartilhamento de bicicletas deixou de operar no início de 2020. Mas é possível alugar o equipamento pela KuritBike por R$ 20 a hora de uso ou R$ 70 a diária e curtir tudo o que Curitiba tem a oferecer!

E em uma cidade com tanta história para contar sobre mobilidade não poderia faltar a Quicko, não é? Para também fazer parte desse movimento, o app está sendo disponibilizado aos curitibanos neste início de 2021. No aplicativo, os usuários podem combinar modais, escolher rotas, encontrando a melhor solução para chegar a um determinado lugar. Vem com a gente, paranaense!

Imagem: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Corbis


Para ter acesso à localização dos postos no mapa e conferir as melhores rotas para tomar a vacina, baixe o aplicativo da Quicko!


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