Mobilidade urbana e as questões de gênero | Blog da Quicko

Questão de gênero na mobilidade

Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo, divulgada em 2020, revela que 43% das mulheres entrevistadas dizem ter sofrido assédio em ônibus, metrô ou trem. Em 2018, quando o relatório foi feito pela primeira vez, o resultado foi de 25%.  

De aplicativos que calculam as rotas para diversos modais e suas combinações a pontos de ônibus com informação em tempo real sobre o trajeto do coletivo, muita coisa tem mudado nos últimos anos, quando o assunto é mobilidade urbana. E a criação de redes de apoio para denúncia, campanhas de conscientização e o uso da tecnologia devem mudar também essa realidade de violência para as mulheres – aliás, elas são a maioria na utilização de transporte coletivo na capital paulista, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.  

Desde 2018, há em São Paulo uma lei que criminaliza a importunação sexual em meios de transporte e esse também deve ser considerado um fator para aumento do número de relatos, já que o empoderamento e amparo das vítimas motiva as denúncias.  

Os casos são muitos e os estudiosos e especialistas da mobilidade, de modo geral, orientam que a denúncia é sempre a melhor prática. 

Denuncie! 

Se estiver em uma das linhas do metrô na capital paulistana, a vítima de abusos é orientada a procurar por um segurança ou funcionário, para identificar o suspeito e dar início ao processo de denúncia na Delegacia de Polícia do Metropolitano, a Delpom. Outra ferramenta é enviar uma mensagem SMS para o número 11 97333-2252 (bom manter cadastrado no celular, para facilitar), com a descrição do agressor e informação do local, para que agentes possam atender a vítima e encontrar o assediador.  E há ainda a opção de utilizar o aplicativo Conecta, que permite às usuárias a comunicação com funcionários do Metrô. O Conecta é um app leve e pode ser mantido instalado no celular. Há um cadastro inicial a ser preenchido e campos para a descrição da localização do assédio e do abusador. Assim que a central recebe a denúncia, um agente da segurança que esteja mais próximo do local é acionado.  

Na linha 4 – Amarela, administrada pela CCR, a orientação é para que se acione um dos intercomunicadores que existem dentro de cada vagão e o atendimento é realizado na estação seguinte.  

No trem, a CPTM orienta que a vítima ou alguém que presencie qualquer tipo de abuso, em estações ou nos vagões, procure imediatamente pelo funcionário mais próximo, para informar o ocorrido. A companhia também disponibiliza um número para envio de SMS com a denúncia: (11) 97150-4949.  

Nos ônibus, a orientação é que a vítima avise o motorista ou cobrador. Esses funcionários são instruídos pela SPTrans a parar o ônibus, chamar a polícia e aguardar a chegada da viatura para efetivação do boletim de ocorrência.

Denúncia por app

A tecnologia também tem sido uma aliada para mulheres. Em Fortaleza, no Ceará, a iniciativa da estudante Simony César resultou na criação de aplicativo batizado de NINA, que permite as denúncias de maneira rápida e ainda durante o deslocamento em que ocorreu. Em seis meses de atividade, o app superou as 1.300 denúncias.

Com que roupa eu vou?

Embora o NINA seja especificamente para denúncia de abusos em ônibus e terminais, é sabido que a violência e o medo acompanham as mulheres antes mesmo da saída de casa para um deslocamento. Elas são obrigadas a pensar até na roupa que vão usar e na escolha do caminho mais seguro até o ponto de ônibus ou estação mais próxima. Em São Paulo, uma lei permite que mulheres – além de idosos e pessoas com deficiência – solicitem ao motorista a parada do ônibus em qualquer local, fora do ponto regular, em viagens entre 21h e 5h, para que desembarquem o mais próximo possível de suas residências.  

Seja no abuso dentro dos meios de transporte ou em deslocamentos a pé a caminho de estações e pontos de ônibus, algumas mulheres ficam sem reação imediata diante da situação de abuso, mas a denúncia é o melhor caminho para que a prática seja inibida e não permaneça impune. É uma barreira a mais na mobilidade, a ser vencida pelas mulheres, que tem podido cotar com cada vez mais recursos.   

No Quicko app, os usuários podem verificar o tempo que falta pro ônibus chegar ao ponto, permitindo que se evite longas esperas. Além disso, é possível compartilhar as rotas com parentes e amigos, dizendo o ponto de partida, o modo escolhido e o tempo estimado de chegada ao destino. E ainda dá pra reportar problemas durante os deslocamentos e acompanhar os relatos de outros usuários.

Para saber mais sobre Mulheres e a Cidade, não deixe de ler o artigo que a nossa especialista em Politicas Públicas, Luisa Peixoto, escreveu a coluna do Fausto Macedo, no Estadão. Confira no link!


Para ter acesso à localização dos postos no mapa e conferir as melhores rotas para tomar a vacina, baixe o aplicativo da Quicko!


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