São Paulo: Confira as principais ciclofaixas da capital | Blog da Quicko

A multiplicação das bikes em São Paulo

Primeira capital brasileira a ter uma ciclovia, inaugurada na década de 1970, São Paulo, metrópole mais populosa do país, com mais de 12 milhões de habitantes, conta com a maior rede cicloviária nacional, embora ainda insuficiente para atender a tantos usuários, já que a demanda por esse modal cresce a cada dia!

A malha permanente, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que administra o sistema no município, tem números superlativos. É formada por 648,4 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas e 31,6 km de ciclorrotas. Dispõe também de 7.980 vagas em 75 bicicletários públicos e outras 738 vagas em 29 locais com paraciclos, instalados em terminais de ônibus, estações de metrô e estacionamentos.

Esse mundo de vias e rotas que atravessam zonas e bairros da capital paulista (veja mapa) é utilizado diariamente por ciclistas de todas as tribos, classes sociais e com finalidades distintas, que vão da locomoção ao trabalho aos serviços de entrega, incluindo o uso como atividade física e de lazer.

Para fugir dos congestionamentos no trânsito e das aglomerações no transporte público, principalmente nessa época de pandemia, tem havido nos últimos anos uma verdadeira explosão de usuários do modal, que preferem pedalar a utilizar ônibus, metrô ou carro para se locomover. Assim, não é exagero dizer que as magrelas estão cada vez mais tomando conta das ruas da cidade!

O município teve um aumento de 66% nas vendas de bicicleta em 2020 em relação ao ano anterior, segundo a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), enquanto a média nacional foi de 50%. O uso da bicicleta como meio de transporte na cidade também cresceu 24% desde 2007, de acordo com a pesquisa Origem e Destino, do Metrô. Bom para a saúde de quem pedala e para o meio ambiente da capital!

Pioneirismo e expansão

Em 1976, na então recém-inaugurada Avenida Juscelino Kubitschek, São Paulo ganhou a primeira “pista para bicicletas”, como foi chamada na época, criando esse tipo de sistema em centros urbanos (a ciclovia de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, considerada a primeira da América Latina, é de 1977). Mas essa via paulistana durou pouco, sendo fechada em 1988 para a construção de um túnel.

Anos depois, em 2012, a ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, com seis quilômetros de extensão, se tornou a primeira a ganhar maior amplitude na cidade. O processo de multiplicação do sistema, no entanto, só começou a partir de 2016, e resultou na construção de 400 km de vias, em diversos locais da capital.

Após um período de obras de expansão paradas, foi lançado em 2019 um novo plano cicloviário no município, que prevê 173 quilômetros de novas vias, conectadas a outros modais, além de 310 km de reformas e melhorias nas estruturas existentes. Já foram entregues pontos estratégicos, como nas avenidas Rebouças e Nove de Julho e no bairro do Morumbi.

Em um futuro próximo, o objetivo é construir, até 2024, mais 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, aproximando a rede cicloviária do município dos 1 mil km de extensão. Meta que pode tornar a rede cicloviária compatível com o crescimento da cidade.

Marco para os paulistanos e trechos descolados

Conquista histórica dos ciclistas da capital na luta por espaços mais seguros para pedalar, a ciclovia da Avenida Paulista é considerada a mais importante da cidade. Foi inaugurada em 2015, após mais de mais de uma década de negociações com o poder público. Até então um dos pontos mais perigosos para circular de bike, a via registrou, no período de 2005 a 2014, 39 acidentes com ciclistas, sendo três mortes por atropelamento. Hoje, totalmente integrada a um dos cartões-postais de São Paulo, é frequentada por milhares de usuários a cada dia.

O percurso na Avenida Paulista, onde também é adotada a ciclofaixa de lazer aos domingos (suspensa temporiamente em razão da pandemia), inclui passagens pelo conglomerado financeiro, museus e centros culturais, além de locais icônicos como o Conjunto Nacional e o Prédio da Gazeta.

Outras ciclovias e ciclofaixas tradicionais da capital incluem a da Avenida Faria Lima, que passa por áreas centrais do bairro de Pinheiros, como o Largo da Batata, pelo Museu da Casa Brasileira e Instituto Tomie Ohtake, e as que cortam o centro da cidade, em regiões da Praça Ramos de Azevedo, Praça da Sé, Largo São Bento e Avenida São João. Nesse circuito há pontos históricos como o Theatro Municipal, a Catedral da Sé e o Mosteiro de São Bento, além da cultuada Galeria do Rock.

Integração intermodal

Os paulistanos podem chegar de bike a esses e a centenas de outros destinos na capital, o que não exclui a combinação com outros meios de locomoção, além das duas rodas. O transporte público atende a toda a capital e pode complementar trajetos por ciclos, a partir de estações de bicicletas compartilhadas.

O número de usuários do sistema de compartilhamento também aumentou na cidade, principalmente durante a quarentena, crescendo 150% de abril a novembro de 2020, segundo dados da Tembici. E é aí que Quicko pode fazer toda a diferença para você, que tem a possibilidade de escolher pelo app onde pegar uma bike e combinar modais para chegar a seu destino. Se São Paulo é uma metrópole de proporções gigantescas, as opções para percorrê-la são quase infinitas!

Imagem: Jose Cordeiro/ SPTuris.


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